sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Adolescência fora de hora

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Até onde vai a adolescencia tardia?

É gente, já descobri que vou adorar essa nova ferramenta de desabafo! Sabe que ter o blog até me deu uma noite de sono mais tranquila? Ao invés de ficar pensando a madrugada toda em uma situação que tem me deixado chateada e encafifada nos últimos dias e que eu não estou lá muito afim de discutir com os meus amigos, eu posso escrever! Como quase ninguém descobriu o blog (ainda) eu posso até dar nomes aos bois, mas não vou fazê-lo me previnindo de problemas futuros.

Vamos ao que me encafifa (e talvez seja o problema de algum leitor também). Por mais de uma vez recebi no Orkut uma "Sorte de Hoje" que dizia: Egoísmo não é viver como a pessoa deseja; é pedir que os outros vivam como ela. Tenho me deparado com o egoísmo de alguns amigos. Pessoas que não compreendem que não é porque elas vivem uma adolescência tardia que eu também tenho que viver.

Tenho 23 anos, completo 24 ainda esse ano. Estou terminando minha faculdade de Jornalismo (com certo atraso por culpa da minha imaturidade durante o curso), estou noiva e moro junto com o meu noivo há um ano e um mês. Há quase dois anos vivo e pago todas as minhas contas sem a ajuda dos meus pais, com excessão da faculdade que eles sempre fizeram questão de pagar. Trabalho na minha área e estou empenhada em ser cada dia uma profissional melhor. Que me desculpem os adolescentes, mas já passei do momento de me preocupar com briguinhas com amigos e futilidades virtuais (entre elas recados, perfis e legendas de fotos repletos de indiretas).

Também já saí da fase suicída e auto-destrutiva (com ou sem hífen? Dawm it!) e deixei para trás as letras de música que me levavam mais fundo no poço onde havia me enfiado. Me tornei uma pessoa mais eclética e sociável. Hoje ouço praticamente de tudo e acredito que música boa não tem estilo, mas sim um "quê" a mais que te toca de alguma forma. Isso inclui o sertanejo, o samba, o rock, a MPB... Só ainda não sou muito fã dos pagodes e funks cariocas, mas... Não digo mais "eca!" pra nada.

Hoje eu, que sempre achei que havia um preconceito mundial contra o rock, acredito que muitas vezes há um preconceito roqueiro contra o mundo! A maior parte dos rockers que conheço está tão preocupado com seus problemas familiares, seus traumas, sua vida imcompreendida, que esquece o que há de bom no mundo! Meu Mundo Royale se expande a cada dia, repleto de pessoas de quem nunca imaginei que me tornaria amiga, de músicas que o preconceito não me deixava ouvir, de um amor que nunca imaginei ser capaz de sentir, da proximidade com os meus pais sem traumas... Enfim, de uma felicidade tão simples!

Gostaria muito que as pessoas parassem de martirizar pelo passado, pelo presente e pelo futuro. "Meus pais se separaram e nunca consegui superar isso. Por isso, não consigo me apegar à ninguém.", "Estou infeliz porque meu namorado me abandonou. Agora vou me fechar em uma concha e achar que todos os homens no mundo são idiotas.", "Tive algumas desilusões na vida e sei que terei outras. Então vou cair na putaria e me destruir dia a dia tomando todas e sendo inconsequente.". Chega, gente! Pais se separam, namorados nos dão o pé na bunda, a gente se desilude mesmo às vezes, pessoas queridas morrem um dia... A vida é cheia de riscos para se correr. Isso não significa que, por isso, valha a pena ser adolescente pra sempre.

Eu fiz uma opção, crescer. Não sou egoísta o suficiente para querer que todos os meus amigos cresçam comigo. Só gostaria que eles compreendessem minhas opiniões e decisões e parassem de esperar de mim uma coisa que eu não quero ser mais. Que parassem de me dar indiretas e de me tratar como se, porque tenho compromissos a cumprir com as minhas contas, noivo, trabalho, faculdade e casa, eu fosse inacessível! Sempre estive disposta a estar com os meus amigos, a aconselhá-los e ajudá-los quando preciso. Só não suporto mais a "fúria adolescente" de alguns. A grosseria advinda de traumas pra lá de superados, a hipocrisia de dizer que não mudaram comigo depois que fui morar com meu noivo, o desprezo com que tratam minhas escolhas e decisões mesmo quando essas se mostram acertadas.

Eu cresci, deal with it!

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