terça-feira, 1 de julho de 2014

Confissões da Madrugada: Gente Descolada

Com 2 Comentarios
Olá, queridos e queridas! Estive longe do blog por um tempo que pra mim pareceu uma eternidade. Tive alguns problemas pessoais recentemente e achei que não era o tipo de coisa que eu deveria postar por aqui. Mas, pensando bem, cheguei à conclusão que:
1 - O blog é uma forma legal não apenas de colocar para fora sentimentos agradáveis ou desagradáveis, é a minha forma de passar as experiências de vida que adquiro pra outras pessoas.
2 - Não tenho motivos pra esconder dos leitores do blog o que penso ou sinto, já que meu Facebook e meu Twitter são públicos, acompanhados por gente de todo o mundo e, ainda assim, cheios de opiniões, sentimentos e ideias sobrecarregadas de subjetividade.

Então decidi que vou compartilhar com vocês uma "série" de posts que no Facebook eu chamo de Confissões da Madrugada. São desabafos relacionados a coisas que vivencio no dia a dia como mulher, jornalista, amiga, familiar, micro-empresária, fã, uberlandense e tudo mais que faz parte de quem sou.

Quero começar com algo que já disse no Facebook e que teve muitos comentários, quase todos favoráveis.

Obs.: Eu ESCREVO de madrugada, não necessariamente posto na hora que escrevo, tá? Rsrs...

Gente descolada

Está rolando atualmente na minha cidade uma ascensão do movimento underground. De repente hipsters, geeks, hippies, metaleiros, skatistas e demais "weirdos" ganharam um novo status social e uma coisa (ao meu ver) inesperada começou a acontecer: os antes excluídos se tornaram exclusores.

Me parece uma espécie vingança inconsciente contra os muitos anos de bullying e exclusão sofridos na escola, sabe? Quando estava na 5ª série, o "legal", o "descolado", era ter dinheiro e/ou amadurecer fisicamente antes dos outros (leia-se ser mais alto e forte pros meninos e ter seios e menos espinhas pras meninas). Quem tinha essas duas qualidades fazia parte do grupinho privilegiado dos playboys e patricinhas. O resto se dividia entre medianos (aqueles que nem fediam e nem cheiravam, como diria minha avó) e excluídos (nerds, roqueiros e todo mundo mais que era, um pouquinho que fosse, diferente). Adivinha onde eu me encaixava?

Agora as coisas se inverteram e o diferente virou moda. O que me espanta é a repetição do antigo padrão. Sempre acreditei que quando gente como eu tivesse a chance de se fazer enxergar, iria usar "o poder da visibilidade" para mostrar o que temos de melhor: cabeça aberta, maturidade, empatia. Esperava que com o mundo nas mãos essas pessoas estariam cheias de vontade de mudar a sociedade e seus preconceitos. Mas não é isso que tenho visto. O que vejo é ainda mais gente excluída e mais panelinhas formadas.

Para pertencer a um grupo atualmente você precisa de mais do que ser diferente, e ter boas ideias e ideais. Você precisa vestir as roupas adequadas à turma, ouvir as bandas certas, assistir séries e filmes que agradem o líder do seu bando e se comportar conforme as regras. Se antes nos dividíamos em populares, medianos e "esquisitos", hoje nos dividimos em sertanejos, pagodeiros, metaleiros, roqueiros, geeks (que são diferentes dos nerds. Ai de você se confundir!), nerds, hipsters, otakus... Haja rótulo! E se você gostar de um pouco de tudo (ou quase tudo) isso, você é um traidor de todos os movimentos e ninguém te chama mais pra sair. Adiós, amigos!

Tá na hora de mudar, gente. Amigos não são produtos que você escolhe pelos rótulos. Escolha as pessoas ao seu lado pelos valores que elas tem, pela forma com que te tratam e pelo quanto elas te valorizam. Conheça as pessoas primeiro antes de formar opiniões. Não generalize. Lembre-se sempre que as modinhas passam e com elas vão a popularidade e o status.

Bjoko,
Isabella Peixoto.

+1

2 comentários:

  1. Eu nem faço ideia de a qual grupo eu pertenço. Prefiro fazer parte do grupo "Goste de mim por quem eu sou". Se gostar de mim, ótimo! Se não, even better. Pra que ter por perto quem não gosta da gente, certo? Amei o post! =D

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    1. As pessoas precisam parar de se rotular e de rotular os outros, né? Muito triste viver num mundo onde as pessoas só mantém relacionamentos com pessoas iguais. Tem que se amar até demais pra só procurar a si mesmo nos amigos. Eu gosto é das diferenças! É com elas que eu aprendo coisas novas!

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