terça-feira, 4 de novembro de 2014

O conceito vadia/babaca

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Há muito tempo não escrevo sobre comportamento por aqui. Com os nossos novos colaboradores e a minha falta de tempo, acabo mais revisando do que realmente escrevendo. Mas hoje acordei com aquele comichão da escrita e resolvi falar de duas coisas que estão pesando na minha cabeça nos últimos dias: o conceito vadia/babaca e o que torna uma pessoa “pra namorar/casar”.

Hoje não vou nem falar da diferença sociocultural entre o cara que fica com muitas e mulher que fica com muitos. Sociedade patriarcal e machista onde homem pode tudo e mulher não... Blá blá blá... Tá mudando muito devagar e vai continuar mudando devagar. Não é esse o foco desse texto.

Claro que, como sempre, o que vou compartilhar com vocês hoje é apenas a MINHA forma de ver as coisas atualmente. Não significa que seja a verdade absoluta, que eu já não tenha pensado de outra forma no passado ou que um dia eu não vá mudar de opinião. Então sejam brandos ao ler esse texto, julguem menos e pensem mais, ok?

O conceito vadia/babaca

Meu comichão literário começou há alguns dias, quando vi uma pessoa postar no Facebook algo do tipo: “Se engana o cara que pensa que ‘fulana’ é pra namorar. Tem mais é que se ferrar com ela mesmo. Quem namora uma vadia dessas tem que ser é muito otário”. Fiquei pensando seriamente no conceito de vadia... E consequentemente no conceito de babaca, por falta de palavra melhor.


Segundo o dicio.com.br, vadia é “aquela que possui modos de vida considerados amorais, embora não viva da prostituição”. Ou seja, é aquela pessoa que vive fora do conceito de moralidade definido pela sua sociedade. No Brasil, viver de modo amoral está tão ligado com a forma com que a pessoa lida com a sua sexualidade que a frase no dicionário termina com “embora não viva da prostituição”. Traduzindo... Transa com muitas pessoas, só não ganha dinheiro com isso.

Para mim, o que torna uma pessoa uma vadia ou um babaca não tem nada a ver com o número de pessoas com quem ela transa. Tem a ver com duas coisas:

- A consideração, ou falta dela, pelos sentimentos dos outros.
- A transformação da vida sexual em um circo.

Exemplos práticos (de histórias que eu vivi ou assisti de camarote):

  • Chamar aquele(a) amigo(a) extremamente apaixonado(a) por você pra sair, dar moral pra ele(a) e depois ficar com meia boate na frente dele(a): falta de consideração + transformar a vida sexual num circo².
  • Pedir uma pessoa em namoro pra depois trair ela com a cidade inteira e nem fazer questão de esconder: falta de consideração + transformar a vida sexual num circo.
  • Transar com cinco pessoas num banheiro público de show: transformar a vida sexual num circo. Tendo um(a) noivo(a) que confia em você, e te deixou ir ao show sozinho(a), te esperando em casa: falta (triplicada) de consideração².
  • Ficar com o ex namorado(a) do(a) amigo(a) sabendo que o(a) amigo(a) ainda gosta do(a) ex: falta de consideração.
  • Ficar com uma pessoa comprometida sabendo que ela é comprometida: falta de consideração. Dizer com todas as letras na frente de todo mundo que gosta mesmo é de gente comprometida porque “pelo menos não ficam no seu pé depois”: falta (dobrada) de consideração + transformar a vida sexual num circo.
  • Iludir ou mentir pra alguém com a intenção de ficar com essa pessoa: falta de consideração.
  • Ficar com alguém apenas pelo status ou dinheiro que essa pessoa tem: falta de consideração (com a pessoa e consigo mesmo(a)).
  • Contar suas peripécias sexuais em detalhes sórdidos pra todo mundo: transformar a vida sexual num circo². Contar o nome das pessoas com quem fez as peripécias: falta (dobrada) de consideração².
Entenderam? É muito simples: transe com quem quiser. Mas, além de usar camisinha pra não sair espalhando doenças por aí, seja discreto e não magoe as pessoas propositalmente. Assim, ao meu ver pelo menos, você não será uma vadia ou um babaca.


Ah! E eu mesma já fui uma vadia segundo o meu conceito. Tem tempo, mas fui. Aos 15 anos fiquei com um cara comprometido (ele tinha apostado com os amigos que ficava comigo e ganhou a aposta!), com 16 fiquei com o cara que a minha amiga gostava (e eu também. Acabei namorando com ele.), com 18 trai um namorado (que já tinha me traído com um monte de garotas. Contei pra ele e terminei na manhã seguinte)... A gente erra! O importante é aprender com o erro. O que nos leva à segunda parte desse texto enorme.

“Pra namorar/casar”

Me chame de otária. Vai... Eu não vou me importar! É o que muita gente vai fazer de qualquer forma quando terminar de ler o que eu tenho pra dizer agora.

Esse papo de “pra namorar/casar” me persegue há algum tempo. Isso acontece porque eu fui noiva duas vezes e não me casei. Os dois finais de relacionamento tiveram motivos completamente diferentes um do outro e em nenhuma das duas vezes eu considero que a culpa tenha sido minha. Na primeira a culpa não foi de ninguém na verdade. Só não estava rolando mais aquele amor, de nenhum dos lados, e resolvemos que não queríamos nos privar de amar. Na segunda culpa foi do cara. Foi culpa dele mesmo! E ele sabe disso.

Graças a esses dois fracassos amorosos em um curto espaço de tempo, as pessoas pensam que eu sou moça “casadeira”, que vivo pensando apenas em grandes amores e casamento. Estão errados. Muito errados. Entre um relacionamento e o outro eu fiquei com quem quis, fiz o que quis, fui aonde quis de consciência limpa. “E agora, Isabella? Isso quer dizer que você não é moça ‘pra namorar/casar’?”, você me perguntaria. E eu te respondo: claro que sou! Quando estou em um relacionamento sou leal à pessoa até o fim.

E essa minha forma de agir na dicotomia solteira/comprometida moldou a minha forma de ver as coisas quando se trata da pessoa por quem estou interessada. Eu sempre acho que todo mundo é “pra namorar/casar”. Claro que não sou hipócrita de dizer que não vigio mais de perto um namorado com um histórico ruim, mas também não acredito ser impossível que a pessoa mude. Eu mesma mudei.

Atualmente, quando começo a namorar, tento deixar pra trás quem a pessoa foi como solteira e penso em como ela era/é como comprometida. Eu fico com o pé atrás é se fico sabendo que o cara traia a última namorada, se percebo que ele está mentindo pra mim... Mas se ele estava solteiro e pegava meia Uberlândia não me interessa.

Eu confio primeiro, avalio depois. E sim, eu sei que isso faz com que muita gente me considere uma trouxa, fácil de ser passada pra trás. Mas não importa o que as pessoas pensam, desde que eu esteja feliz com as minhas escolhas, não é? Eu não me arrependo de nada que fiz. E nem pretendo me arrepender o que estou fazendo agora. E você?

Bjoko,
Isabella Peixoto.

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