segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quem inventou o amor, explica, por favor?

Com 0 Comentario

Hoje resolvi falar sobre minha visão de amor. Começo dizendo que minha vida sentimental começou muito complicada e talvez cedo demais. Por isso, foi bem difícil compreender o que é amar alguém e como os relacionamentos tem que ser pra funcionar. Eu demorei pra chegar à forma comque penso hoje. Passei por aquela fase que quase toda menina que eu conheço passa (e algumas nunca saem dela): pra ser amor, tem que doer. O amor, pra mim, era um sentimento extremamente ligado ao sofrimento e ao ciúme. Era algo tipo “em um relacionamento pelo qual não se chora, não existe amor”.

Então vieram os 20 e poucos anos, e eu aprendi que ciúmes + sofrimento não era uma combinação que resultava em amor, resultava sim em obsessão. E depois de paranoica e obsessiva, encontrei uma paz enorme em um amor puro e verdadeiro que, apesar de não ter sido eterno, durou o suficiente pra eu aprender que o amor é construído sobre três pilares: afinidade, química e confiança. Ele até sobrevive sem algum desses três itens, mas geralmente não vira muita coisa. Pense bem:

Afinidade + Química = Paixão. É quando você conhece aquela pessoa que tem tudo a ver com você e por quem você sente uma baita atração física. É um bom começo, ao meu ver! Pode virar amor, mas ainda não é.

Afinidade + Confiança = Amizade. É quando você conhece aquela pessoa que tem tudo a ver com você e pra quem você sabe que pode se abrir sem medo, mas não rola uma vontade de beijar, de transar... Sem química a friendzone pode ser eterna.

Química + Confiança = Sexo. Aí você me diz “Precisa de confiança pro sexo, Isa?” Bom... Precisa. Tem que confiar que o outro não vai transformar sua performance em fofoca, que vai usar camisinha, que não vai te espancar se você mudar de ideia e disser “Não quero mais”.

Dentre esses três itens, é na confiança que reside meu problema. Por que eu não confio? Não. Exatamente porque eu confio. Eu explico:

1 - Pra algumas das minhas amigas, eu sou ingênua. Fui traída no passado porque não vigio, não “pego no pé”. Mas... Opa! Espera aí. Porque na nossa cultura quem é traído é que é o errado? É o corno, o otário? Se minha consciência está limpa, porque a julgada sou eu? Se a pessoa me traiu não é por falta de vigilância minha, é por falta de caráter dela. Posso apostar com você que quem quer trair faz isso vigiado ou não.

2 – As pessoas com quem me envolvo me acham autoconfiante em excesso, a rainha da confiança no próprio taco. E muitas vezes se sentem tipo naquela música idiota “por que você me deixa tão solto? E se eu me interessar por alguém? E se ela de repente me ganha?”. Como dizem na mesma música, “quando a gente gosta é claro que a gente cuida”! Cuidar pra mim é ser presente, atenciosa, carinhosa, dedicada... Não ciumenta!

Ciúmes não tem nada a ver com amor, tem a ver com posse. E a gente não possui pessoas. É objeto que a gente possui e tem medo de que seja roubado. Porque objeto não tem vontade própria. Se o ladrão diz pro seu celular “Olha, estou interessado em você. Vamos pra minha casa?”, seu celular vai? Não vai. É o ladrão que realiza a ação do roubo. Com gente é diferente. Uma pessoa nunca é roubada de outra, vai por vontade própria. Se uma menina numa festa chega no seu namorado e diz o mesmíssimo “Olha, estou interessada em você. Vamos pra minha casa?”, cabe ao seu namorado decidir se vai ou não, não é? Diferente do objeto, se ele foi, é porque quis. Senão cadê a vontade própria dele? Eu não quero namorar gente sem vontade própria, que eu tenha que vigiar feito vigio meu celular no ônibus lotado.

Então que mais uma vez eu seja taxada de otária, inocente ou de metida, rainha de gelo: minha visão de amor não vai mudar. Mas e vocês? O que pensam sobre o amor?

Bjoko,

+1

0 comentários:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
Tecnologia do Blogger.