quarta-feira, 1 de julho de 2015

Uai, Meu! Entrevista: Sexy Machine

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A gente promete e cumpre. Essa semana começa uma série de entrevistas maneiríssimas com as bandas da 3ª Edição do 3x3 Rock Festival! A primeira é a Sexy Machine, banda uberlandense com uma pegada bem Hard Rock. Phil (guitarra e backvocal), Doug (guitarra), Rick (baixo e vocal) e Pedro (bateria) estiveram com a gente na Royale Comunicação, lar doce lar da equipe do Uai, Meu!, e nos concederam uma entrevista que vai te garantir muitas risadas.

Nani Graciano – E aí, meninos? Quando surgiu a banda de vocês?
Phil – A banda em 2009, por brincadeira. Eu e o ex baixista da banda, André, fomos assistir um show da Perverse. Na época eu já tocava com ele há muito tempo, mas em casa, atoa mesmo. Aí eu falei “Bora montar uma banda?”. E a gente começou a ir atrás de baterista e vocalista. Na época ainda usávamos o Orkut. Pra você ver como eu sou velho, cara! Daí a gente achou um vocalista que fazia cover de AC/CD. Ele entrou pra banda e adorou. Chegou no dia do ensaio ligou pra gente e falou “Tô indo embora pra Itumbiara”, desligou o telefone e já era. Uns 6 meses depois a gente encontrou o Doug bebendo no estacionamento do shopping. O André falou “Conheço o cara. Toca guitarra a mó tempão, estudou comigo e tal”. Daí eu pensei “Nó... Que b#$t@, velho... Eu não queria outro guitarrista. Eu queria tocar sozinho. *Risos*. Eu era muito egoísta, na verdade ainda sou, mas agora não tem como tirar, né? *Risos*. Eu falei “Ah... Vamos fazer um teste com ele”. No dia do ensaio, o Doug não sabia tocar nada. *Risos*. Eram duas músicas pra duas horas de ensaio. O vocalista atrasa uma hora. A gente tinha avisado “Vamos tocar TNT”. Ele chegou com a letra de “Rock You Like a Hurricane” e começou a cantar.
Doug – Daí misturou as duas músicas.
Phil – Eu tô tocando e vendo que o negócio tá estranho. Aí eu peguei a letra da mão dele e olhei. *Risos*.
Rick – “Peraí que eu não tô conseguindo encaixar a letra nessa música”. *Risos*.
Phil – Aí o baixista disse pra mim “Conheço um batera que toca pra c@r@lh0. Ele disse que manda altos pedal duplo”. Pra gente, que ia tocar Ozzy, era uma beleza. Mas no dia que chegou no estúdio, pra tocar AC/DC, o cara olha pra mim e fala “Ô, Phil, como é que eu toco?” *RISOS*. Eu tive que ensinar o cara, e foi assim que começou a banda. Ralando pra achar músicos... Que não sabiam tocar! Tanto é que esse baterista largou a bateria e começou a tocar trompete. *Risos*.
Pedro – É que é parecido! *Risos*.
Rick – Até hoje estamos procurando um baterista. Se souber de alguém... *Risos*.


Nani – Qual o estilo que vocês tocam?
Rick – Funk. *Risos*.
Pedro – Sertanejo Universitário, agora é sério. *Risos*.
Phil – Quando a gente começou, a gente tocava Hard e Heavy. Mas com a saída do Diego, nosso primeiro vocalista, a gente começou a tocar só Hard Rock. Heavy era muito difícil e eu sou o cara mais chato da banda. Falei pro vocalista que a gente tinha arrumado “Eu não gosto da sua voz no Heavy, a gente vai tocar Hard”. O Jhonny era o vocal perfeito pra Hard.
Rick – Ele teve uns problemas pessoais e teve que sair, infelizmente.

Nani – Vocês sempre tiveram vontade de ter banda?
Phil – Sim. Eu tenho banda desde os 12 anos.
Rick – Sim.
Doug – Sim.
Pedro – Sim.


Nani – Como vocês se conheceram?
Rick – Eu nasci com essa praga aqui (Phil). Essa di$gr@ç@ é meu irmão. *Risos*.
Phil – É não tem jeito... Ele é meu irmão. O Doug eu conheci chapando o coco no estacionamento do shopping. O Pedro eu não sei aonde acharam ele não, velho.
Pedro – É engraçado. A gente foi numa festa muito tempo antes de eu entrar na banda. Eu chapei junto com eles, fizemos graça... Daí dois anos depois que eu já tava na banda, ouvi eles comentando “Nó... Teve aquela festa lá” e eu “Mas vocês tavam naquela festa?!? Eu também tava”.
Phil – O Pedro tá há quatro anos na banda e só esses dias eu descobri que ele tava naquela festa.
Rick – O pior é que ninguém viu o Pedro lá e ninguém sabe de onde ele surgiu. A gente só sabe que ele entrou assim: a gente foi no estúdio gravar e ele tava lá tocando bateria. “Ó, toma esse aí de brinde”. *Risos*.

Nani – Qual foi o show mais legal que vocês fizeram?
Rick – Rock In Rio. *Risos*.
Phil – Eu acho que foi a CATSU.
Doug – Por conta de toda a estrutura e formação que teve o show.
Rick – O melhor show em termos de retorno que eu ouvi, foi o último que a gente fez.
Phil e Doug – Itumbiara.
Rick – O show era com cinco bandas... Baixou polícia e a gente foi a única que tocou. *Risos*.

Nani – Se vocês não tivessem emprego, não fossem músicos e nada desse certo, o que vocês escolheriam fazer da vida?
Rick – Prostituto. *Risos*. Dá uma grana boa.
Nani – Prostituto foi bom.
Rick – Tô brincando. Eu seria barman.
Doug – Tatuador.
Pedro – Veterinário.
Phil – Desenhista. Eu criaria a tatuagem.

Nani – E qual é a inspiração de vocês?
Rick – Quando eu tocava guitarra, era o Slash. Toquei guitarra há uns 5 ou 6 anos. Eu me inspiro em duas pessoas, uma é emo e outra não. Tavares, que saiu da banda Fresno, e o Duff do Guns.
Phil –  Minhas duas inspirações são...
Rick – B0$t@ Zack Wylde. *Risos*.
Phil – É. O Zack Wylde e o Slash, mas acho que todos aqui, os de cordas, vão falar que a inspiração é o Slash.
Rick – Nada! O Doug vai falar o Chimbinha do Calypso.
Doug – Slash.
Rick – O Pedro pelo nome que escolheu nem dá pra ver que ele se inspirou no The Rev. Se ele falar que não é mentira.
Pedro – The Rev foi quem me fez começar a tocar bateria.

Nani – Qual que é a banda que vocês menos gostam?
Phil – Black Veil Brides.
Rick – Iron Maiden.
Doug – Vish... Muita coisa... Red Hot Chilli Peppers.
Pedro – Asking Alexandria.

Nani – Essa pergunta é especialmente pro Phil e pro Rick. Como é tocar na mesma banda que o irmão?
Rick – É UM PORRE!
Phil – Já é difícil tocar com um cara que não é parente, já dá treta. Imagina agora com alguém que você treta no ensaio, depois chega em casa e dá de cara com a pessoa. É foda. Mas é legal ter ele na banda, porque o entrosamento é maior.
Rick – Eu só discuti três vezes com um integrante da banda. Se você descobrir quem é... *Risos*.

Nani – Vamos falar um pouco da cena de Uberlândia. O que vocês acham?
Phil – Uma b0$t@.
Rick – Uma m3rd@. Pula essa pergunta. Passa pra próxima.

Nani – Mas e as bandas?
Phil – Tem muita banda com som massa, mas falta cena.
Pedro – Tem muita banda boa, mas tem muita ruim.
Doug – O problema não são as bandas, é o público.
Phil – Eles dão 500 conto no show fora, mas não dão 10 conto no nosso.
Pedro – O  foda aqui em Uberlândia é que o pessoal vive reclamando que não tem evento, daí se marcam um, vai 10 pessoas.
Rick – E as bandas daqui são bem “amigas”. Quando elas precisam de ajuda, você ajuda. Quando você precisa de ajuda...
Doug – E a cena também não tem nenhum mérito, é mais cover.

Nani – E o que vocês acham que falta pra mudar essa realidade?
Rick – Falta o apoio da galera.
Phil – A internet ajuda muito, mas também atrapalha. Na minha época, pra você conhecer uma banda, você tinha que ir num show pra saber se era boa ou não. O pessoal daqui é muito morto. Você faz um evento gratuito e vão poucas pessoas. E o pessoal não dá valor em som autoral.



Nani – E o que a gente pode esperar do show de vocês no 3x3 Rock Festival?
Pedro – Música! *Risos*.
Rick – Se depender da gente vocês vão ter um trabalho bem feito, porque a gente se esforça. Tirando o Phil, o que a gente faz é por amor. *Risos*.

Nani – O que vocês esperam do evento?
Rick – Ser bem recebido.
Phil – Eles têm uma repercussão muito grande. Eu espero que esse negócio exploda, ajude as bandas a se lançarem com seu trabalho, até porque a maioria delas é autoral. A Ilustres tá gravando um puta som autoral pra esse álbum, os caras da Wolfbreath tocam pra caralho e vão começar a gravar também. A Uganga teve até turnê europeia. Os caras são foda. Pulmão Negro ainda não conheço, mas acredito que esteja no mesmo nível. Então a gente só espera coisa boa do que vem por aí.


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