segunda-feira, 10 de setembro de 2018

TsuNANI: Setembro Amarelo

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Oi, seus bunitos! Há tanto tempo não escrevo pra vocês, não é mesmo?

Mas as coisas agora vão mudar. Estarei mais presente aqui, trazendo opiniões, resenhas, agenda e várias coisinhas legais!

Então, vamos ao assunto de hoje, que já avisamos, é bem sério: Setembro Amarelo, movimento mundial que estimula a prevenção do suicídio. Pra quem ainda não tá sabendo nada sobre esse movimento tão importante, é legal começar contando que, no Brasil, a campanha é encabeçada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), que busca propiciar a discussão sobre o tema, além de promover a conscientização quanto a formas prevenção.

“Mas por que é tão importante falar sobre o suicídio, Nani?”


Eu explico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de suicídio entre jovens é preocupante, sendo a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no Brasil. Ainda segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos.

Fonte: Página do CVV no Facebook
E aí vem uma novidade bem legal: ciente dessa situação, o CVV, em parceria com o Ministério da Saúde, tornou gratuitas no país todinho as ligações para o 188. Um numerozinho muito especial em que você (que quer e precisa conversar) consegue apoio emocional gratuitamente sob total sigilo, 24 horas, todos os dias. Eles atendem também por e-mail e chat, é só acessar:


“E por que o Uai Meu! resolveu tocar nesse assunto?”


Pra falar sobre algo muito pessoal e difícil, que aconteceu com alguém importante pra mim e que mexeu muito comigo.

Em setembro de 2017, eu fiz amizade com um rapaz (não vou compartilhar o nome dele aqui porque não acho legal com a família e os outros amigos dele). Nós conversávamos bastante pela internet e resolvemos sair pra nos conhecer melhor. A química bateu na hora e percebi que estava gostando muito dele.

Ele já havia me dito que estava em um momento complicado: tinha acabado de sair de um relacionamento muito longo, e estava com o coração e os pensamentos confusos com tudo isso. Eu entendi. Aceitei que eu poderia estar encantada por um rapaz com o qual eu não teria nada, mesmo que, no fundo, estivesse torcendo pra que rolasse algo.

Outubro, novembro e dezembro de 2017 passaram. Janeiro de 2018 chegou sem que eu me interessasse por ninguém. Até porque eu estava focada em outras coisas, toda feliz com alguns projetos nos quais estava envolvida.

Foi quando recebi a notícia.

Aquele rapaz, com quem três meses antes eu estava ficando, trocando ideias e, de certa forma, gostando… cometeu suicídio. Meu mundo caiu. E era como se a ficha não caísse! No trabalho, onde estava quando me comunicaram a morte dele, passei o dia meio mal, mas ainda com esperanças de que nada havia realmente acontecido. Aquele cara gente boa, que entendia todas as minhas piadas e ria delas, tinha o sorriso mais fofo do mundo todo e o abraço mais caloroso, não podia ter feito isso. Na hora eu não conseguia chorar, não sentia nada, era como se eu estivesse aérea.

Naquela noite, tive um aniversário pra ir. Como já estava mais consciente da realidade, engoli todo o choro e sorri com as histórias compartilhadas, mas confesso que não ouvia e não entendia nada ao meu redor. Depois ainda tive um evento beneficente pra ir. Mais uma vez, sorri e brinquei com todo mundo, mas voltei pra casa chorando. O dia seguinte era o aniversário do meu pai. Por mais que fosse difícil acordar e encarar todo mundo, levantei e sorri, escondendo toda a dor que estava sentindo. Mas, quem já perdeu alguém, sabe que uma hora ou outra você não aguenta mais esconder.

E assim eu desabei.

Chorei a tarde toda sozinha, não pela perda de um crushzinho, de uma paixonite, mas sim de um amigo querido, que buscava socorro e pedia ajuda silenciosamente.

Levou meses pra que eu conseguisse lidar com isso tudo, com esse luto tão forte. Mas se hoje escrevo sobre isso aqui é porque, graças a ajuda das pessoas que fazem parte da minha vida, me sinto bem melhor.

Por isso é que resolvemos falar sobre esse mês de conscientização no Uai Meu!. Eu (e a Isa também) tivemos que lidar com a depressão e até mesmo com a perda de pessoas queridas pra nós.

A gente sabe que pra quem sofre com a depressão, a vida pode ser sufocante e cinzenta. E a gente sabe que quem apoia, ajuda, também fica mal às vezes, meio sem saber o que fazer pra melhorar a situação do outro. Nos dois casos, saber que há alguém com quem se pode contar, pessoas pras quais se pode chorar e desabafar sem que sua dor e sofrimento sejam julgados é importante, é muitas vezes vital. A ajuda de um psicólogo, de um psiquiatra ou mesmo dos voluntários incríveis do CVV pode salvar vidas.

Então procure ajuda!

Ah, e a gente queria terminar pedindo que vocês compartilhem seus sentimentos sempre! Ame as pessoas ao seu redor, diga o que tem a dizer, abrace, beije, pois hoje isso pode fazer uma enorme diferença e amanhã pode não ser mais possível.

Beijos,
Nani.

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